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quarta-feira, 4 de março de 2015

Cinco mundos extraterrestres quase tão antigos quanto o próprio Universo foram encontrados

planetas mais velhos do universo 

Eles têm mais de 11 bilhões de anos, ou seja, mais do que o dobro da idade do nosso Sistema Solar.


   Cinco mundos rochosos que têm 80% da idade do Universo foram descobertos, o que sugere que planetas do tamanho da Terra têm sido uma característica existente desde o início da Via Láctea.

   Os exoplanetas descobertos têm 11,2 bilhões de anos de idade, e orbitam a estrela Kepler -444, que por sua vez é 25% menor do que o Sol e se encontra a 117 anos-luz da Terra. Todos os mundos têm o tamanho do planeta Vênus, ou um pouco menores e são rochosos. Além disso, os cientistas não sabem mais nada sobre sua composição.

   Todos os cinco planetas extrassolares completam uma órbita ao redor da estrela-mãe em menos de 10 dias, o que sugere uma temperatura muito quente para suportar a vida como a conhecemos. O mais empolgante na verdade é que essa descoberta sugere a existência de outros sistemas planetários que podem ser mais hospitaleiros para a vida, afinal, "agora os cientistas sabem que planetas como a Terra vêm se formando ao longo de mais de 13,8 bilhões de anos, o que poderá criar condições para a existência de vida antiga nas galáxias, sobretudo na Via Láctea", comenta Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

   Tiago Campante e seus colegas descobriram Kepler -444 e seus cinco planetas após analisar dados recolhidos pelo Telescópio Espacial Kepler, que opera na busca por planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol. As pequenas quedas de brilho causadas quando eles passam na frente da estrela revelam sua existência. Como comparação, o Sistema Solar se formou a cerca de 4,6 bilhões de anos atrás.

sistema estelar mais antigo
Concepção artística da estrela Kepler-444 e seus cinco planeta rochosos. Créditos: Tiago Campante / Peter Devine

    O Telescópio Espacial Kepler também pode medir a mudança de brilho causada por ondas sonoras dentro das estrelas, que afetam sua luminosidade e temperatura. O estudo dessas oscilações naturais é uma estratégia conhecida como Sismologia, que também ajuda os cientistas a determinar o tamanho, a massa e a idade de uma estrela. A Sismologia surgiu há cerca de 20 anos, e antes só podia ser usada com o Sol e algumas estrelas muito brilhantes, mas graças ao Kepler, essa técnica pode ser usada com milhares de estrelas, literalmente.

   Com essa técnica, os cientistas puderam medir com precisão o tamanho da estrela Kepler -444, e portanto, o tamanho de seus planetas. O menor deles é um pouco maior d que Mercúrio, e seu tamanho foi medido com uma precisão incrível, de apenas cerca de 100 km.

   A missão Kepler de 600 milhões de dólares, foi lançada em março de 2009, e sua tarefa é ajudar os cientistas a determinar qual a frequência e a ocorrência de planetas semelhantes a Terra ao longo da Via Láctea. A sonda já descobriu mais de 1.000 exoplanetas até hoje, e já temos mais de 3.000 corpos candidatos, que precisam ser estudados com mais detalhes para termos certeza se realmente são planetas.

   A missão original de Kepler terminou oficialmente em maio de 2013, após uma falha em um de seus sistemas de orientação, porém, os cientistas continuam usando seus instrumentos para observações. Agora, Kepler está operando a missão K2, que além da busca por exoplanetas, também inclui observações de outros objetos e fenômenos cósmicos.



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